quarta-feira, 18 de maio de 2011

Exame Ergométrico e algumas coisas mais..

Hj definitivamente percebi que não me atraso apenas para meus encontros amorosos, como tb para consultas médicas. E hj às duas e dez da tarde estava eu chegando no endereço marcado para meu teste ergométrico. No meu bolso, um papel amassado recomendava que chegasse às uma e quarenta e cinto da tarde, pois isso me  daria 30 minutos de atencedência. Mais uma dessas situações na vida onde xingar mentalmente funciona como válvula de escape. Respirei fundo e adentrei as portas de vidro do luxuoso recinto. Fingi normalidade vide o tamanho da cafeteria que tinha dentro do consultório médico. O banheiro daquela clínica era igualmente luxuoso  tinha um puta espelho em uma das paredes, um desses que vc desejaria de todo o coração ter no teto do seu quarto. 


O tempo urgia e logo eu estava correndo na esteira com uma charmosa médica aparentando 40 anos ao meu lado. Eu comecei muito bem e achei mesmo que iria surpreender após meses de sedentarismo. Passado alguns minutos ela perguntou se eu estava cansado e a cada minuto repetia.. e eu fui aumentando o tom das palavras.. primeiramente eu estava pouco cansado, em seguida moderadamente cansado e depois: Páaaara essa por.. esse troçooo. Nem sei quanto tempo corri, mas fiz feio, ainda mais levando em conta meu passado de maratonista. Foi bastante vexatório para meu Ego leonino. Alguns gordinhos conseguem bem menos. - disse a médica me confortando à sua maneira. Sério que ela me disse isso?? - pensei enquanto arqueava a sombracelha. Eu sequei minha testa e dei as costas. Fui encaminhado para outro banheiro, bem mais luxuoso que o anterior. E que ducha! Eu já estava pensando em não voltar pra casa e morar ali pra sempre.  

 
E lá fui eu pra a etapa seguinte.. E tirei uma radiografia do tórax, encostei naquela chapa geladíssima (que apesar de óbvio) os radiólogos nunca avisam estar naquela temperatura abaixo de 0. Eu blasfemei algo. Pronto! Terminados os exames comprei uma água de coco na barraquinha da ex-atriz global Narjara Turetta e fiquei andando pelo calçadão. Como era bom respirar aquele ar praieiro. Impressionante como as pessoas da Zona Sul aparentam melhor vibração e humor do que as pessoas de outras regiões da cidade. Pela limpeza local vc se sente até mal de jogar o lixo no chão, é algo da cultura local. E andando de lá pra cá, eu percebi como as pessoas flertam entre si todo o tempo. È algo que independe da idade, os anos passam e não deixamos de lançar olhares mesmo que tímidos ao próximo. Recebi olhares.. distribui outros tantos.. Percebi como somos queridos e desejados por desconhecidos todo o tempo! Seja no metrô, no ponto de ônibus, parado nos sinais, cruzamentos.. shoppings.. e por ai vai.. todo lugar onde tem humanos estamos sujeitos a isso. É algo louco de se pensar. O lado positivo disto tudo é chegar ao final do dia sabendo que sim.. alguém gostou mesmo de vc mesmo que de modo efêmero. É gostoso pensar sobre isso. E sentir isto tb.

1 comentários:

  1. adorei! achei incrivel ler sobre que somos desajados o tempo inteiro... e isso é verdade,tantos olhares nas ruas e em tantos lugares e nem sabemos ... muito bonita a forma de se espressar sua... bjos Irene

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