terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Ninfomaníaca do Flamengo

É meus caros.. depois da Alyne meus encontros se provariam infrutíferos. Pois nem amizade restaria. Todavia, tive de abrir um espaço aqui dedicado a um destes encontros. Não conheci a original, mas conheci uma perfeita sósia da Bruna Surfistinha em um desses finais de semana que vc joga tudo pro alto em nome da monotonia.

O que me motivou a conhecer Juliana, com certeza foi o intelecto que ela demonstava em nossas conversas virtuais. Realmente.. era aquela pessoa que adorava argumentar e que chegava a me irritar por isso. Então eu pensei: "Tenho que conhecer esta mulher!". Eu já sabia de antemão que ela não era tudo isso fisicamente, era gordinha e tb não era bonita de rosto, mas ao menos quis aproveitar da sua inteligência e conversar muito. Como de praxe, cheguei atrasado quarenta minutos. Decidi que nos encontraríamos ali no Shopping de Botafogo, minha segunda casa, e andaríamos até a Urca batendo papo.


Uma coisa que sempre observarei nesses encontros é o fato das diferença presentes  entre o contato virtual e o real. Nos meus mais valorosos encontros não há diferença, eu percebo. É como se as pessoas transpusessem esses níveis de modo super natural. E em outros, as pessoas são e continuam sendo estranhas. Notei Juliana mais apreensiva em todo o caminho. E em nossas curtas conversas já dava pra decidir o futuro daquele encontro.. Caralho, que voz feia, nossa mãe! - eu pensava enquanto caminhávamos. E logo o atributo que mais valorizo em uma mulher. Os nordestinos que me perdoem, mas antes que ela comentasse sobre suas origens eu já tive uma boa ideia. Morava no Flamengo há 4 anos e ainda não tinha perdido aquele sotaque e jeito arrastado de falar. O que já estava tornando o papo por si só meio maçante. Mas vá lá.. eu poderia estar sendo muito exigente.. decidi dar uma chance a menina.


No caminho, eu já estava a pensar em alguns tópicos polêmicos para comentar com Jujuba, ainda mais sabendo do seu jeito "tenho resposta pra tudo". E lá estava eu.. passando em frente a um Clube Náutico que separavam os bairros de Botafogo e Urca desenvolvendo sobre a poluição das praias cariocas, assunto que sempre me intrigou, problema que remotava a um passado distante.. com a implantação do chamado emissário submarino pelo Governo. Uma ideia tão inteligente quando cuspir na cara do seu vizinho bombado. E eis o comentário dela: "È aqui que as pessoas guardam os barcos delas!" - apontado alguns barquinhos sob a água no Clube. E eu que nem tinha ouvido o comentário dela: "É um absurdo que.. - pra em seguida assimilar o frase: "Que que vc falou Juliana?" Não era preciso ser burro pra perceber o quanto ela estava dispersa.. e eu em vã tentativa.. de trazê-la ao presente, comentei sobre os assuntos que tínhamos no msn.. todo aquele papo cabeça e etc.. E antes que pudesse continuar passamos em frente a uma batida policial e agora fui eu o disperso.. vendo alguns carros importados parados com aqueles condutores com idade para serem meus filhos sem habilitação dando mil e uma desculpas aos policiais. E eis que Juliana solta o famoso: "Eles tão ai só pra pegar dinheiro!" Clichê este que eu odeio. Ainda mais quando observei a situação por inteiro, logo os policiais estavam certos. Eu cheguei a encolher meus ombros e colocar a cabeça de lado ao ouvir esse comentário pérfido da minha cia, acho que até coçei meu braço pra não polemizar ainda mais o assunto. Mas ao menos lá estava aquela mocinha crítica do msn, já era alguma coisa.


E então.. quando sentamos em um local ermo ali na Urca deixei Juliana se mostrar mais.. E ela o fez. Esquecendo-se de cruzar as pernas quando sentou sobre um muro de vestido. Eu tb ouvi sobre gírias que jamais conheceria na vida se não fosse por ela. Ouvi sobre suas transas, ouvi reflexões sobre sexo casual, amizade colorida e bem.. ouvi mais sobre suas transas tb. E ela toda detalhista, é bom ressaltar. Engraçado quando ela citou uma frase: Você pode achar que eu sou puta, mas.. Realmente.. Eu jamais pensaria isto dela. Não mesmo! E continuou falando.. falando.. daí quis saber das minhas transas.. e percebi pela sua postura corporal (ela estava me rodeando) que realmente ela estava buscando uma aproximação, provavelmente me deixar excitado com o assunto ao ponto de agarrá-la ali mesmo. Afinal.. como ela mesma me disse, foi o fator preponderante que levou as suas últimas transas - a excitação provocadas nos outros caras.


Provavelmente achando que lidava com um amador, pois tentou sem sucesso buscar uma maior aproximação comigo. Deveria estar achando que eu era a presa ali a ser devorada. Aguçei ainda mais o instinto dela contando que tinha tido apenas uma transa.. que não fazia sexo há três anos em virtude do meu celibato Budista, as histórias mais nosense que vcs podem imaginar. E pasmem, ela caiu! Ai Deus.. E eu adorei usar 100% da minha verve criativa naquele noite. Gesticulava, ria, arregalava os olhos, tudo pra ela acreditar na minha estória. E funcionou. Só faltou no fim ela me "deixar comê-la" em retribuição a meus três anos sem sexo. Ela me controu sobre seus fiascos sexuais tb, o que me levou a pensar as outras mulheres que tb fazem o mesmo com caras ruins na cama ou com membros que não condizem com seu Ego. Curioso isto. 

Eu me julgava liberal até conhecer Jujuba, mas ouvindo todas suas histórias, eu confesso, estava errado. Não sou tão liberal assim. E realmente não acho normal transar com três pessoas diferentes na mesma semana aos quais vc só viu uma vez na vida.


Este encontro que mais se aproximou do que eu tive com Clarisse meses atrás (a menina esquizofrênica que conheci no chat do UOL). Aquela sim deixava qualquer menina estranha no chinelo.


Assim que tive uma brecha, simulei um compromisso qualquer e me despedi de Juliana - com um beijo no rosto. E não mais falamos depois deste dia.

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