sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ahh minha sempre Bela.. Alyne..

     Esta minha sexta foi o que chamamos de "Sexta Surpreendente", realmente o dia terminou muito bem.. crédito dado a Alyne uma charmosa amiga, bem, na verdade mais do que uma amiga o que se provaria no final da noite.
     Como morávamos muito longe um do outro e a grana era curta, decidimos marcar em um bairro próximo aos dois. E escolhemos Madureira, aquele tipo de bairro que vc não deseja nem pro seu pior inimigo. Mas eu sou corajoso! Marcamos no final da tarde (e como sempre) cheguei atrasado e suado, afinal, esse calor carioca só faz aumentar nos meus dias de encontros. Andando pelas ruas sujas daquele bairro esquecido pelos Deuses observei tudo a seu redor, as pessoas e todos aqueles sons estranhos que só Madureira tem. E torpe por tais pensamentos nem percebi quando fui engolido por uma multidão de estudantes saindo de uma escola pública local. E eu lá no meio, me virando, tentando descobrir de novo pra onde ir. Eu só lembrei de proteger meus bolsos e disse dois ou três palavrões. E como rápido começou, logo terminou; aqueles bastados viraram fumaça. Eu só me dei conta que não tinha fantasiado com aquilo quando notei minha roupa amassada. 
     No shopping fui logo ao banheiro onde constatei ser o único branco do local, foi um pouco constrangedor, confesso. Todos eles parando ao mesmo tempo pra me olhar, pareceu cena de algum filme de suspense. Respirei fundo e lá fui encontrá-la. Recordo que já tinha visto a Alyne em fotos e tb na web cam, entretanto quando encontrei aquela loirinha com aquele vestidinho florido, só pude pensar È hoje que vou dar adeus a minha meta de não beijar no primeiro encontro. Dei uma olhada federal de cima a baixo na moça. É que eu não esperava tudo aquilo. Me impressionou. Posteriormente ela me disse que no momento em que me viu eu não teria chances de ficar com ela. Bem, meu forte sempre foi mesmo o desenrolar do encontro, admito.
     Subimos as escadas rolantes e me pus a observar mais Alyne, ela não se apoiava no corrimão e permanecia no meio da escada, o corpo levemente voltado para mim. Naquele momento fiquei com receio.. pois ela parecia querer manter uma certa distância de mim. Estava delimitando o espaço pra eu me aproximar. Mais uma de minhas loucas análises.  Nos sentamos no mesmo local onde semanas atrás eu tinha marcado um encontro. E eu ainda me sentei na mesma cadeira, por sinal. Eu tenho essas manias de repetição. Não sei porquê. O fato é que finalmente aquela espera tinha chegado ao fim. E eu ja me sentia um vencedor, já tinha abraçado aquela mulher minutos atrás. E que perfume ela tinha.. nossa! Eu ali da minha cadeira.. ainda sentia aquela fragrância deliciosa no ar. Conversamos firulidades. Nesse primeiro contato, queria deixá-la à vontade. Mais confiante, enfim.. e fazê-la rir com alguma bobagem dita seria o melhor remédio. É engraçado quando percebemos em uma conversa que sempre tem um que domina muito mais do que o outro, que se expõe mais. E quase sempre sou eu a dominar, justamente porque em primeiros encontros as mulheres não se abrem suficientemente pra mim, mas não para minha nova companhia.. ela falava até demais. Deu um passeio, não se intimidou e a conversa fluiu bastante, fiquei até mais quieto naquela quente tarde. E foi ai que percebi quanto admirava aquela mulher. E como ela mesma me confidenciaria mais tarde, era dominadora como eu. Então a briga estava armada! Mas eu até estava me deliciando com aquilo.. Ficava reparando enquanto ela gesticulava e falava elouquentemente sobre este ou aquele assunto.. dai os cabelos surgiam inquietos em seu rosto e  delicada que só os colocava para trás usando as pontas dos dedos.. e o voyeur aqui sorria.. nem prestando atenção no que ela dizia (e se ela souber disso me mata!) apenas contemplando os trejeitos daquela bela mulher.. Em dado momento me aproximei, foi a primeira vez que puxei a cadeira para junto de Alyne buscando reações dela. Fiz propositalmente mesmo. E ela exitou.. interrompendo o que dizia por breves dois ou três segundos, eu não sei. Eu só não sabia o que aquilo significava.. uma reação positiva ou negativa. Mas isso era o interessante.. aquele joguinho todo. Lembro que em dado momento ela descansou as mãos sobre o colo, uma perfeita dama. E eu me divertia com tudo aquilo. Todas as facetas daquela mulher que eu nada conhecia. E é bom ressaltar que a loira não desviou um só segundo o olhar de mim e por vezes me perdi em meus assuntos sendo fitado por aquela beldade. E parece que as mulheres sabem desse poder intimidatório delas. Dai usam e abusam todo o tempo do olhar. Terríveis essas mulheres..
     Por fim decidimos ir comer alguma coisa e lá fomos nós..  Alyne já despontava como uma das mais bonitas do shopping, não teve um homem que não olhasse aquela mulher. E não bastasse aquele belo corpo ela ainda conversava.. gesticulava.. era super inteligente.. enfim.. meu sonho. Mais um lance de escada rolante. E eis que eu me desequilibrei ao embarcar nessa geringonça (isso sempre acontece) e apoiei a mão logo onde Alyne estava.. meu ante braço roçou deliciosamente suas costas e num gesto rápido evitei que minha mão acabasse atingindo em cheio seu bumbum. E eu pigarreando sem jeito. E ela impassível, sem suspeitar de nada! É.. neste leve toque que tivemos.. eu percebi que já a desejara. Fiquei arrepiado.
     Fazia muito tempo que não frequentava aquele shopping, que dirá a praça de alimentação e diante de tanta novidade dei aquele 360º no local, sem me importar com Alyne. Quando dei por mim estava tão perto da loirinha que sentia o frescor de seu hálito sobre meu rosto. E eu fingindo normalidade, sem saber o que dizer. Mexi no cabelo, atitude de pura timidez. Ao mesmo tempo que não queria sair dali.. queria ficar perto dela.. Ela optou por uma conhecida rede de fast food e eu? Bem, eu tb! Quando a deixei na mesa onde ficaríamos e virei de costas para buscar meu pedido, eu nem sabia se ela estava olhando, mas.. o testosterona falava mal alto e empinei o peito, sobressaindo assim as costas (meu ponto forte). Na minha cabeça eu imaginava que ela me observava, típico orgulho bobo, eu sei, mas aquilo me fazia sentir um Rei. No final tudo se provou infrutífero, pois ela falava no celular com alguém. E eu lá fazendo pose à toa.
     Aquele tempinho longe nos fez bem.. já estávamos mais à vontade na companhia um do outro. Falamos sobre tantas coisas, tantos assuntos.. e o mais engraçado.. sempre tinha coisa a ser dita! Prevendo o que aconteceria naquele encontro, decidi estreiar os laços, sentando ao seu lado na mesa. Ela pareceu surpresa de início, mas como me confidenciaria depois, a aproximação foi bem vinda. Eu já estava faceiro e tão logo pude virei o jogo. E foi o que eu fiz.. comecei tocando de leve seus ombros.. e logo estava eu passando pelas costas... que pele macia ela tinha.. Minha vontade era de passar os lábios em toda aquela área, mas me contive. Vc deve fazer uma ótima massagem! - ela disse. Eu aquiesci. Ahhhh... como é bom tocar alguém que desejamos.. realmente é um momento único! Até esqueci de todos os malas pobres que estavam naquela praça de alimentação. E logo eu já estava abraçando-a.. ela de ladinho, talvez ainda aturdida com tudo aquilo, eu imaginara. Que eu não daria pra saber que ela pensava naqueles momentos.. Pois eu estava decidido a tomar aquele "pequeno grande" passo que nos aproximaria ainda mais..


1 comentários:

  1. Adorei!!! ♥
    A minha sexta também foi surpreendente! rs
    Vc tem feito os meus dias mais especiais...
    Beijos

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