Continuando...
Ante toda aquela tranquilidade dela me senti um pouco desconfortável. Pois note, eu ainda não sabia o que ela queria de fato ou se aquele era o momento certo de nos beijarmos. Todavia essa passividade dela tb tinha seu lado bom.. ela não recuou para a cadeira ao lado, ou me evitou excessivamente. Apenas me privava momentaneamente dos seus lábios. Era ela no fim, que estava ditando as regras daquele iminente beijo. Aquilo me deixava louco por dentro, afinal a vontade de sentí-la só aumentava com o passar do tempo.
Em dado momento eu recuei.. deixei ela retomar o fôlego. Curioso que eu nem tinha beijado-a ainda, mas.. já estava excitado e com o coração acelerado. Fiquei até envergonhado, como se fosse pecado sentir desejo por aquela mulher. Nossas conversas tinham rareado bastante, estávamos mais observadores e sorrindo marotamente como dois bobos. Demorei alguns segundos eternos para tentar beijá-la de novo, mas quando o caminho se pronunciou sem volta minha lentidão parou por ai. Não sei descrever em que momento rolou o beijo, pois em um minuto eu me aproximava dela.. e no outro já sentia sua respiração na minha.. e em seguida.. tocava levemente seus lábios com os meus. Eu só pensava em prolongar aquele momento o maior tempo que conseguisse. E eu gosto bastante disso; perdurar os bons momentos da vida. Mas eu não consegui muito, confesso. Ainda mais quando Alyne abriu levemente os lábios e encaixou-o nos meus. Me arrepiei. Aí meu filho.. nem que eu fosse o Padre Marcelo Rossi eu resistiria a tal tentação. Beijei.. ahhh e como beijei aquela pessoinha que até algumas semanas atrás jamais pensaria em conhecer. Eu ainda me mantinha consciente de tudo. Eu senti por exemplo.. quando ela tocou meu ombro.. e em seguida o meu rosto.. e quando aproximou mais seu corpo do meu durante o beijo, foi ali que ela perdeu a timidez. Eu percebia cada nuance dos movimentos dela e me deliciava com aquilo. É como se eu estivesse parado em pé ali observando aquele casal, consigo visualizar inteiramente nossos movimentos durante aquele primeiro e doce beijo.
Alyne nos interrompeu pra comentar sobre uma indesejada convidada na mesa ao lado que contava a todo pulmão suas peripécias sexuais a outras duas amigas. Eu fiquei um tanto quanto desapontado por minha cia ter percebido qualquer coisa ali além de mim. Afinal, eu estava inteiramente voltado a ela. Mas enfim.. vide Alyne estar nauseada por aquelas histórias decidimos sair dali. Me levantei primeiro e dei uma leve espreguiçada, ajeitei minha roupa e eis que Alyne surge.. cola o corpo no meu e me abraça.. toda carinhosa. E a platéia virtual diz em uníssono: "Ooooowwwwww".
Andamos de mãos dadas enquanto conversávamos.. Aquela espera tinha chegado ao fim e tudo tinha corrido muito bem. E isso era um alívio! Sentimento este, quebrado quando relembro quão difícil foi pousar a mão na sua cintura sem deixar-se levar pela lei da gravidade. Um dos pontos altos da noite foi aquele mal educado vestido que insistia em mostrar mais do que devia, nas palavras dela: "fica subindo toda hora" - e eu queria mais que subisse mesmo.
Nos distanciamos cada vez mais do shopping enquanto andávamos pelas ruas escuras de Madureira buscando o ponto de ônibus. Conversamos firulidades, ríamos.. E desta vez longe dos olhares curiosos pudemos nos soltar mais. E aproveitando-me disto a surpreendi tão logo ela se distraiu. Subi pelas costas.. beijando-lhe os ombros.. a puxando pela cintura de encontro a mim. Uma ereção se pronunciava então queria que ela sentisse desde o início como mexia comigo. Desta vez, não vi porque continuar sendo polido. Deslizei os lábios pelo pescoço até alcançar a nuca onde me dediquei com afinco. É.. eu estava a fim de deixar a menina maluca. Ela correspondeu positivamente.. soltando um gemido. Uma delícia! E logo ela se virou pra mim.. chega de ser dominada, não é mesmo Alyne? Vamos virar um pouco o jogo.. rs
Ela envolveu meu pescoço com seus braços.. e me mordeu a boca. Assim mesmo sem cerimônia. Com certeza a Loira estava bem à vontade. E aquele tecido fino do vestido me dava uma sensação sobremodo de como era macio aquele 1,68m de mulher. Alheios a qualquer perigo naquele local ermo seguíamos nos beijando e então Alyne me surpreendeu inclinando levemente o corpo para trás, me forçando a apoiá-la com meus braços. Meneei levemente a cabeça quando senti o quão próximas estavam nossas pelves. Que Maldade! - pensei. Minhas mãos passeavam pelas costas, como duas crianças correndo de um lado a outro em uma fazenda. Estava gostoso demais. A brincadeira só teve fim quando um motorista gritou algo como: "Que que isso, hein! em tom de galhofa. Nos contivemos. Ela ajeitou o vestido e mexeu no cabelo, Ele coçou a cabeça - ambos sem jeito, riram da situação.
Bem, com a libido normalizada abracei Alyne por trás esperando o ônibus que a levaria para longe de mim novamente. Era como se posássemos para uma foto invisível, ela com a cabeça levemente virada para o lado esquerdo apoiada sobre meu ombro, o cabelo dela arrumadinho caído sobre meu braço, nos aquecíamos naquele bairro tão cinza. Acompanhando minha Bela tb mantive minha cabeça inclinada a seu lado, meus braços ao redor dos seus e com aquela carinha que ela adora quando eu faço. Estávamos lindos. Gosto de relembrar aquela noite e tb gosto de manter esta última imagem em minha mente. Foi especial!
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Rica em detalhes e bastante expressiva, essa foi a melhor história que li acerca da sua vida e da minha também... rs
ResponderExcluirEspecial e inesquecível. Assim como vc.
Beijos